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Território da Música: Artigos (Rock)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Disco autêntico? Só os bootlegs

Publicado no www.whiplash.net - o mais completo site

de rock e metal


Equivalente ao estrondo da invenção da pólvora foi o disco-pirata. De imediato
muitos perceberam o raio de ação e exclamaram: pronto, furaram o sistema.
Está aqui na Rolling Stone. Leia! Um tal de Larry Gutenplan, o inventor, foi preso no Village vendendo um punhado de cópias do bootleg "The Best of 67", com sucessos dos Beatles, Stones, The Doors e até os Monkees com "I’m a beliver". O disquinho custava 1 dólar e 79.


Ano passado surgiram os primeiros bootlegs em CD de bandas nacionais dos anos 70, sob a chancela "An Alternative God Production". Deus é pirateiro? Vendidos em loja.
Pesa o aspecto histórico e a devoção do fã na hora da aquisição. Fortes apelos para "explicar" a necessidade de preencher lacunas. O que a indústria fonográfica do Primeiro Mundo fez? Os Beatles foram resgatar faixas inéditas suas em bootlegs, para inserí-las no disco ao vivo da BBC e no projeto "Anthology". Jimi Hendrix, The Doors, King Crimson, The Who estão legalizando seus bootlegs. Em outubro de 2000, o Pearl Jam resolveu nocautear os piratas lançando 25 bootlegs duplos de uma vez só...
No caso do artista brasileiro é seguir esse exemplo e preservar um mínimo de recurso aos nossos depauperados roqueiros.

Grupos:
SOM NOSSO DE CADA DIA - "Bem no fim" (Ao Vivo)
CASA DAS MÁQUINAS - "Ao Vivo, Santos 1978"
MUTANTES/ARNALDO BAPTISTA - CDr.





SOM NOSSO, UMA LENDA DIGNA DO ROCK BRASILEIRO

"Bem no fim" (Ao Vivo)


De acordo, com o artigo "Som Nosso, uma história digna do rock brasileiro", da revista POP, o embrião do Som Nosso começou em 1973, quando Manito, ex-Clever, ex-Incríveis, ex-Mutantes, tentou partir para um esquema diferente, fundando uma banda de 12 músicos, o Bloco Barbala, para tocar exclusivamente em bailes, e que reunia músicos de conjuntos do interior de São Paulo até acadêmicas figuras vinculadas à Ordem dos Músicos. Como nunca aconteceu um ensaio com a presença de todos, a banda reduziu-se para um quinteto, agora com o nome de Zapata, e dessa fracassada tentativa nasce o quarteto Som Nosso de Cada Dia: Pedrinho, bateria; Manito, teclados; Pedrão, voz, contrabaixo e Liminha na guitarra.
A formação desse "Bem no fim - 1976" é Pedrão, Pedrinho, Dino Vicente nos
teclados e Egidio Conde na guitarra. Esse bootleg recupera a faixa "Rajada Runaway" com letra do poeta Paulinho Machado, o Capitão Foguete. Faixa incluída com outras composições suas no segundo LP de estúdio do Som Nosso e que nunca foi lançado pela Continental e trazia ainda Tuca nos teclados... Alô, Charles Gavin vamos encontrar esta fita antes...
A gravação do show é ótima e mostra um Som Nosso menos urbano e equilibrado com timbres de música brasileira, antecipando a jornada que os grupos progressistas brasileiros adotariam.






A CASA CAI

"Ao Vivo, Santos 1978"



Santos, 1978. Este show da Casa das Máquinas captura a agonia e a rápida desestruturação da banda. Os membros do grupo estavam sendo chamados de irresponsáveis, arruaceiros, deliqüentes. A banda veio de um supershow na Argentina, mas se desfizeram sete meses depois do crime. É curioso escutar o vocalista Simbas ao lado da guitarra energética do Pisca, gritando
agressivamente vamos agitar, bando de bundas-moles. É um show de rock. O pessoal daqui da frente não é bunda-mole! Não! Dizem que existe outro tape com melhor qualidade, já na fila de espera... Em 1977, o vocalista Simbas, do grupo que o baterista Netinho liderava, foi o pivô de
uma briga na porta da Tv Record, que resultou em morte. Falou-se muito do assunto na época.
Versão popular: Vestido de maneira extravagante, Simbas não se conteve
diante dos gracejos que lhe dirigiam algumas pessoas naquela oportunidade. Irritado,
partiu para a briga. Um cabo-man (muito doente e que não poderia de forma alguma se
envolver em brigas) da Record levou a pior no incidente e morreu dias depois. Netinho, que nem sequer estava presente no momento da briga, quase não podia sair às ruas. Por um ano e meio Netinho ficou afastado da vida artística, num sítio em Itapetininga, a 200km de São Paulo. Plantando e cuidando da família...
Versão dos autos: O rebu todo começou na tarde de 18 de setembro de 1977, um sábado, quando o Casa se preparava para uma apresentação na Tv Record (SP). Momento antes do programa, na garagem da própria emissora, o carro de Simbas (Nivaldo Alves Hora) e um ônibus da Record bateram. O motorista João Luís da Silva Filho retirava da garagem um ônibus para gravações externas, auxiliado pelo Câmara Lucínio, que fazia sinais para orientar a movimentação do veículo. Na manobra, o ônibus esbarrou levemente num Opala, de onde saltaram os três músicos, reforçados pelo irmão de Simbas. Então, achando que o acidente fora proposital, Simbas passou a discutir e, depois a brigar com Lucínio de Faria, 35 anos, pai de cinco filhos. O grupo começou a agredir João Luís e Lucínio. Depois de ser espancado no pátio, o franzino Lucínio foi arrastado para um banheiro da emissora, onde continuou o massacre. Ao encerrar-se a surra, ainda recebeu a última ameaça do chefe da segurança da Record, Wadi Gragnani Dini: seria demitido se contasse à polícia sobre a briga na emissora. Espancado, Lucínio foi embora. Em casa, à noite, Lucínio exibiu os ferimentos ao filho Wilson, então com 12 anos, revelou o que ocorrera e explicou que não podia procurar nem a polícia e nem o hospital. Mas no dia seguinte a saúde piorou e ele precisou procurar o Hospital Bartira, em Santo André, onde 24 horas depois acabou falecendo, vítima de rompimento do fígado e duas costelas fraturadas.
Simbas alegou que foi agredido pelos funcionários da Tv e apenas tratou de se defender. Pra isso, contou com a ajuda do guitarrista Pisca (Carlos Roberto Piazzoli), Sidney Giraldi e seu irmão menor, de 17 anos, (Nélson Leandro Horas). Em março de 1983 as testemunhas não se apresentaram e o próprio Wilson (filho de Lucínio) negou que o pai tivesse contado que a agressão fora praticada pelos músicos. Além de explorar essa falha, a defesa dos réus jogou toda a responsabilidade pelos golpes mortais no irmão de Simbas, Nélson, que era menor na época. Graças a falta de provas, a defesa conseguiu absolver Pisca e Sidney. Simbas, por homícido culposo, foi condenado a um ano de prisão, mas beneficiado com sursis por ser primário. Os três continuaram em liberdade.






OLHA O QUE O ARNALDO FAZIA NOS SHOWS DOS MUTANTES!

"Ao Vivo, Santos 1978"


Ibirapuera, último dia de maio de 1978. No tempo do confronto das calças boca-de-sino e das miniblusas, das sandálias melissas e camisetas hangten. Não foi por falta de material inédito e próprio que os Mutantes entraram na onda do Revival. As apresentações dos Mutantes na década de 70 sempre foram mágicas. Nessa apresentação no Ibirapuera, os Mutantes resgataram o repertório da primeira fase, trouxeram Betina para os vocais e Arnaldo Baptista para a overture dos shows. Uma oportuna resistência à moda disco ao punk e infelizmente, os Mutantes sucumbiram no meio do caminho sem levar a frente pelo menos em
discos o caminho natural de unir seu virtuosismo aos acordes conhecidos da música brasileira. Em estágio posterior os roqueiros foram acompanhar as estrelas da MPB.
Este Cdr traz uma raríssima gravação ao vivo de Arnaldo Baptista ao piano acústico. Arnaldo brilha em sua luz própria. A luta secular do artista e do público e a superação.
Seus temas elétricos agora acústicos. Além da execução das peças do clássico "Lóki?", Sérgio Dias e Betina se juntam a Arnaldo na recriação caipira da "Balada do louco". Bem que essa apresentação poderia vir como CD bônus no relançamento do Lóki? Que o sonho se realize....

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

28/01/2008 - Site vai oferecer mais de 25 milhões de músicas gratuitas

Após passar uma década tentando combater a pirataria de músicas pela Internet, parte da indústria fonográfica decidiu liberar, a partir desta segunda-feira, o acesso gratuito a mais de 25 milhões de canções pela Internet.O serviço de música online Qtrax anunciou, neste domingo, uma parceria com grandes gravadoras, incluindo EMI, Sony BMG, Universal Music e Warner Music, que vai possibilitar que usuários baixem de graça títulos dos mais variados gêneros, desde grandes hits da atualidade até clássicos e raridades.O anúncio foi feito pela empresa americana durante a abertura da 42ª edição do Midem (Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), a feira mundial da música, em Cannes, na França. Para acessar as músicas, o usuário terá de ir ao site da Qtrax e baixar um software específico. Atrelada à nova ferramenta, está o software Digital Rights Management (gerenciamento de direitos digitais, em tradução livre), que permitirá às gravadoras checarem quantas vezes suas músicas foram baixadas e tocadas. O serviço será disponibilizado por meio de uma rede "peer-to-peer" (P2P) de compartilhamento de arquivos pela Internet. iPodComo parte do acordo, artistas e gravadoras serão pagos conforme o número de acessos às suas músicas e ainda receberão uma fatia do que for arrecadado com os anúncios publicitários feitos na página da Qtrax. Empresas como Microsoft, Mc Donald's e Ford já revelaram que serão alguns dos anunciantes.As músicas que poderão ser baixadas pelo Qtrax não serão compatíveis - pelo menos em um primeiro momento - com o iPod. Mas a empresa, que passou os últimos cinco anos desenvolvendo a nova ferramenta, já anunciou que está estudando uma "solução para o iPod", a ser disponibilizada em 15 de abril. Cerca de US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) foram investidos pela Qtrax na nova tecnologia. O chefe-executivo da empresa, Allan Klepfisz, disse que os consumidores "agora poderão compartilhar música legalmente pela Internet"."Nós queremos poder disponibilizar música de graça num ambiente de total legalidade que permitirá que os artistas sejam pagos".

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

The Pretty Things - S.F. Sorrow (1968)


Os Pretty Things ganharam destaque no início dos anos 60 requentando um R&B inspirado em Bo Diddley. Seu som inicial, apresentado nos primeiros singles, como "Road Runner", era ainda mais obsceno, embora menos popular, do que o dos Rolling Stones. Animado pelo florescente movimento psicodélico, o grupo entrou numa fase de transição com o introspectivo Emmotions, de 1967, uma tentativa sem importancia, exceto por ter preparado o terreno para o seu maior feito. Gravado durante uma estada regada a drogas em Abbey Road, durante o Verão do Amor, S.F. Sorrow foi um projeto audacioso que deixaria sua marca nas futuras óperas-rock. Pete Towshend cita S.F. Sorrow como a maior influência sofrida pro Tommy, de 1968 - uma afirmação um tanto suavizada, considerando-se as semelhanças entre os dois trabalhos. Utilizando os truques de estúdio aprendidos na gravação de Sgt. Pepper..., Norman Smith ajudou o vocalista Phil May a dar vida á história de Sebastian F. Sorrow através de um caleidoscópio de colagens vocais, instrumentação do Oriente Médio e fuzzy guitar. Os sons variam da introdução a capela, de tirar o folêgo, em "Bracelets Of Fingers" e da cítara graciosa de "Death" às suculentas harmonias vocais de "The Journey" e á densa guitarra de "Old Man Song". Apesar de apresentar um trabalho de primeira linha, S.F. Sorrow foi recebido com indiferença fora da Inglaterra (nos EUA, o lançamento tardio do disco levou muita gente a pensar que a banda estava simplesmente se aproveitando do sucesso de Tommy). O fato é que os fãs nunca teriam chegado a ouvir Tommy, a escalar o The Wall do Pink Floyd ou a pular com American Idiot, do Green Day, se os Pretty Things não tivessem alcançado a maioridade antes com S.F. Sorrow.

Paul Revere And The Raiders - Midnight Ride (1966)




Será que houve alguma banda mais perigosa do que os Raiders? Em meio à invasão de grupos beat britânicos, eles ficaram lado a lado com os Byrds e os Beach Boys. No período que permanece como o momento mais alto do pop, eles emplacaram uma série de sucessos. Tocavam com uma vitalidade única, forjada em anos de apresentações em qualquer clube que os aceitasse. Sua enxuta música punk nunca saiu de moda e ainda é tão corajosa como há 40 anos. Os que se lembram deles geralmente recordam suas roupas da época da Guerra da Independencia dos EUA, as palhaçadas e acrobacias e o fato de que eram a atração favorita de Dick Clark em seu programa diário na TV, Where The Action Is. Até mesmo os Monkees gozavam de maior credibilidade. Mas, em 1966, o rugido que era a marca registrada do vocalista e líder Marc Lindsay em "Louie, Go Home" soava tão feroz como o de Eric Burdon, dos Animals, ou de Van Morrison, do Them, e influenciou de forma significativa Roger Daltrey, do The Who. E, musicalmente, tudo se encaixou de maneira perfeita em Midnight Ride, com nove canções compostas pela banda. As músicas restantes são talvez, dois dos melhores singles dos anos 60. "kicks", de Barry Mann e Cynthia Weill, é uma pungente advertência contra as drogas que, no entanto, trata o cerebro da pessoa como se já estivesse reduzido a uma pasta. um clássico do garage, "I´m Not Your Stepping Stone" (de Tommy Boyce e Bobby Hart), seria, mais tarde, gravado pelos Monkees, mas esta versão foi a que inspirou a dos Sex Pistols. O pop-punk nunca foi melhor.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Derek And The Dominos - Layla And Other Assorted Love Songs (1970)


Um grupo quase fictício acabou fazendo um album duplo que, embora não tenha vendido quase nada na época, vem sendo considerado um clássico do rock, graças ao single com a faixa-título. O Derek em questão é Eric Clapton, que, depois, de temporadas com os Yardbirds, John Mayall´s Bluesbreakers, Cream e (por pouco tempo) Blind Faith, formou uma banda para fazer este seu primeiro e precioso disco solo. Os Dominos que acompanhavam tal Derek eram três americanos: o tecladista Bobby Whitlock, o baixista Carl Radle e o baterista Jim Gordon, todos ex-integrantes do Delaney and Bonnie and Friends, um conjunto informal de músicos com quem Clapton havia tocado algumas vezes. A maioria das canções é resultado de sessões de improviso solto e descontraído e, em todas, a proposta era tocar com uma renovadora economia. o golpe de mestre de Clapton foi convocar Duane Allman como artista convidado: sua slide guitar na faixa-título parece um trem desgovernado, num dos mais memoráveis riffs da história do rock. Até o mal-humorado produtor Tom Dowd ficou impressionado. "Quando terminou", revelou ele, "eu saí do estúdio e disse:"Esta porra é o melhor disco que eu fiz em 10 anos."Assim que foi lançado o single, "Layla" chegou ao sétimo lugar nas paradas, e subiu mais três degraus em sua reedição, exatamente 10 anos depois. Essa canção de amor não correspondido foi inspirada por Patti Boyd, a mulher do melhor amigo de Clapton, George Harrison. Clapton canalizou sua paixão frustada para a música deste album, fazendo energeticas releituras de clássicos do blues, Big Bill Broonzy a Hendrix - que, hoje, também são consideradas clássicas por seu próprio mérito.

B.B.King - Live At The Regal (1965)


Não devia ser fácil aprender a tocar guitarra elétrica numa cidade sem eletricidade, mas, na época em que B.B.King veio de Indianola, no Mississipi, para tocar no Regal Theatre, em Chicago, em novembro de 1964, ele tinha passado 39 anos tentando. Ao tomar conta de palco naquela noite, com mais de 20 singles nas paradas de sucesso, uma famosa guitarra Gibson que ele chamava de Lucille presa nas costas e um exército de mulheres ameaçando avançar sobre ele, podia-se dizer que king havia finalmente conseguido. Lucille foi a primeira a "falar" quando a banda entrou apresentando-se à entusiasmada platéia com dois ou três riffs dançantes, contra os metais em unissono e a percussão em dois tempos. B.B. rapidamente respondeu à guitarra, proclamando, em sua imponente voz "Everyday I Have The Blues!". Foi uma conversa infinita, a mesma que havia tornado os dois famosos na década anterior. King comandava o público, arrancando gemidos e lamentos dos fiéis, atraindo cada um deles para um papo a três, com ele e Lucille. Depois da abertura, veio a sufocante "Sweet Little Angel" e como "ela adora abrir suas asas". Os gritos subiam da pláteia como uma névoa. Mas não se tratava de sexo, e sim de blues, e B.B. era quem explodia de saudade e mágoa. As versões incandescentes de "It´s My Own Fault", "How Blue Can You Get" e "You Upset Me Baby", acentuadas pelas carícias no pescoço de Lucille, se tornariam a viga mestra do blues ao vivo e ajudariam a coroar King como o maior guitarrista do gênero na história.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Yes - Fragile (1971)


Depois de uma turnê com o Iron Butterfly de abril a dezembro de 1971, Jon Anderson Chris Squire procuravam desenvolver um som a partir da inovação trazida por novos tipos de sintetizador. Tony Kaye, no entanto, preferia o orgão Hammond, o que (além da brigas com Steve Howe) o levou a sair da banda em agosto, na mesma época em que Wakeman havia deixado os Strawbs - e ele trouxe ao Yes um novo conceito de virtuosismo e exibicionismo. O baterista Bill Bruford estava inseguro com a idéia fixa de Anderson e Squire de fazer a melhor banda do mundo, mas as sessões, realizadas na parte de cima de um bordel de Sheperds Market em Londres, foram muito produtivas (gerando quatro gravações em grupo, para complementar cinco solos). Embora não seja creditado na capa por problemas autorais, Wakeman participou da primeira sessão quando foram gravados os movimentos doces e sinuosos dos teclados e da guitarra da extasiante "Roundabout" e os vocais oníricos e intensos de "Heart of The Sunrise". O jazz-psych visceral de "South Side of the Sky" é outra história épica que surgiu nas cinco semanas de ensaios antes das gravações, em setembro, no estúdio Advision, onde o Yes aumentou absurdamente o volume. O engenheiro de som Eddie Offord editou horas de gravação em algumas linhas, e os fãs puderam entrar no estudio, em grupos de 20, para assistir a esse trabalho. O misticismo lírico de Anderson está presente no cânticode "He Wave" e o projeto gráfico da capade Dean captura o mundo fragmentado que está no cerne do conceito do álbum. O disco foi incensado pela crítica e ficou entre os 10 Mais nos EUA e na Inglaterra, marcando o Yes, nas palavras de Jon, como uma "banda do povo" - quer dizer, um povo que amava a música mais complexa.
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